A nossa história é fascinante e visionária. Começou em 2003 e é uma das empresas mais inovadoras no mundo das tecnologias do hidrogênio. Dos kits educacionais de hidrogênio com milhões de unidades distribuídas em mais de 60 países até células a combustível para mais de mil caminhões elétricos a hidrogênio, uma história de negócio sustentável, pensando grande, no futuro, mas com o pé no chão, passo a passo. Conheça em detalhes desta empresa que também está fazendo história no Brasil há mais de 20 anos.
Em 2003, um francês, um australiano, um chinês e um austríaco juntaram forças para criarem uma empresa que pudesse contribuir para o futuro, para a descarbonização, para a sustentabilidade do Planeta. Decidiram que a tecnologia de células a combustível era um promissor caminho. Todavia, estavam muito à frente do tempo. Havia uma expectativa mundial de que entre 2010 e 2015, muitos veículos a hidrogênio estariam nas ruas. Como manter uma empresa de células a combustível de modo sustentável por este longo período?
Bem, a luz veio com a idéia de um kit educacional de hidrogênio e energias renováveis. O kit teria que ser inovador em design e acessível para escolas e entusiastas. A inovação veio em 2005 com um kit que utilizava célula a combustível reversível (funciona tanto como eletrolisador como célula a combustível) embarcada num veículo pouco maior que a palma da mão. O design não era bonito, mas funcional. Quinhentas unidades foram produzidas e duas delas foram adquiridas pelo brasileiro Emilio Hoffmann, que também havia fundado uma empresa como a mesma estratégia e no mesmo ano. Ele passou a representar a Horizon e em 2015 co-fundou a H3 Dynamics, spin-off da Horizon para drones e mobilidade aérea a hidrogênio, com um dos sócios da Horizon Fuel Cell Technologies, Taras Wankewycz, um dos grandes visionários do mundo dos negócios com tecnologias do hidrogênio e inteligência artificial.
Taras desenhou no papel o kit de hidrogênio que seria capa da Revista Time de melhores inovações do ano, em 2006. Um veículo elétrico a hidrogênio (célula a combustível) futurista abastecido por um posto de hidrogênio alimentado por um painel solar fotovoltaico. As linhas azuis foram a marca registrada do Taras, da Horizon e dos kits educacionais que vieram a seguir e ajudaram a dar sustentabilidade ao negócio e desenvolver as tecnologias industriais, incluindo células a combustível ultra-leves que foram fornecidas para a NASA em 2006 para aplicação em um drone.
Rapidamente empresas de drones começaram a demandar pelas células a combustível ultra-leves da Horizon. Também foram desenvolvidas células a combustível portáteis de 2W, o Minipak, para recarregar telefones celulares e tablets, além do eletrolisador portátil de tecnologia PEM, o Hydrofill, para produzir hidrogênio para o Hydrostik, pequenos cilindros de hidretos metálicos para o armazenamento seguro do hidrogênio no estado sólido. Outra inovação, que também atenderia o setor educacional.
Em 2011, desenvolveu o Hymera, uma célula a combustível de 200W desenvolvida para a BOC, subsidiária da maior empresa de gases industriais do mundo, a Linde. Já são mais de 15 anos de sucesso deste produto que é comercializado na Europa, principalmente na Grã-Bretanha, um dos mercados mais exigentes do mundo. O equipamento utiliza células a combustível da linha H-Series, que são células a combustível refrigeradas a ar e semi-integradas, com controlador e cooler, comercializada desde 2006 para atender universidades, instituições de pesquisa e integradores.
No Brasil, a linha H-Series foi utilizada em diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento nas universidades, incluindo o projeto do ônibus a hidrogênio da UFRJ, que mais recentemente passou a utilizar a tecnologia de refrigeração a líquido da Horizon, com maior potência em um único sistema de célula a combustível.
Da linha de kits educacionais que cresceu e é referência mundial, incluindo competições educacionais em diversos países, a Horizon começou a aumentar a potência das células a combustível.
Foram desenvolvidas células a combustível integradas com metanol para o mercado de telecom até chegar nas células a combustível refrigeradas a líquido que permitiram alcançar maiores potência e atender outros mercados, como veículos de grande porte, como ônibus e caminhões, além de plantas estacionárias de 100kW, 200kW até 3MW por planta.
A partir do desenvolvimento interno de materiais para células a combustível, como placas bipolares, eletrodos e MEA, além do desenvolvimento do eletrolisador PEM Hydrofill, a Horizon também começou a explorar os materiais para eletrolisadores PEM de maior porte, bem como da promissora tecnologia AEM.
Atualmente são mais de 1 milhão de células a combustível refrigeradas a ar comercializadas em 20 anos, mais de 300MW em sistemas de células a combustível para aplicações de mobilidade, estacionário e portátil, mais de 2500 sistemas de células a combustível fornecidas de grande porte, e uma capacidade produtiva de células a combustível e eletrolisador de 1,2 GW distribuídas em 4 fábricas.
São mais de 400 colaboradores, sendo que 40% atuam com pesquisa e desenvolvimento. Por isso, a Horizon está sempre à frente nas inovações em tecnologias do hidrogênio.
Em 2026, apresentou a maior planta de eletrólise com tecnologia AEM do mundo, com 5MW (1000Nm3/h) e que integra stacks de 500kW. Cerca de 10% a 20% mais eficiente que os eletrolisadores alcalinos e CAPEX competitivo.
Em breve, mais informações sobre a história da Horizon, incluindo o Brasil.
emilio@horizonfuelcell.com